"Contando histórias do Rio de Janeiro antigo e meus trabalhos de reciclagem. Claro, dando dicas de livros, também..."



quinta-feira, 18 de abril de 2013

HISTÓRIAS DO RIO DE JANEIRO DE ANTIGAMENTE


NOSTALGIA NO RIO DE JANEIRO





ABRIL/2012
Essa foi a primeira foto que vi alguns anos atrás, da cidade onde nasci, nos idos do início do século XX. E que me impressionou de uma maneira, que até hoje não sei explicar. Desde então, toda vez que passava de ônibus pela área da Rodoviária Novo Rio, ficava olhando aquela igrejinha, lá no fundo da rua, meio escondida pelos enormes tanques do gasômetro de São Cristóvão. Depois que passava por ela, fechava os olhos e me imaginava nas águas da Baía de Guanabara, indo diretamente ao Cais da Imperatriz, onde desceria e a pé teria que seguir pro trabalho, próximo ao Jardim do Valongo, passando pelas construções onde se vendiam os escravos. Surreal? Eu sou assim...

A Igreja Matriz de São Cristóvão localiza-se no bairro a quem deu o seu nome – São Cristóvão – Rio de Janeiro. A princípio foi uma capela construída à beira-mar num dos recantos da baía de Guanabara pelos jesuítas em terreno da fazenda São Cristóvão, na sesmaria concedida por Estácio de Sá. O seu estabelecimento neste local data de 1627. Tendo um ancoradouro bem em frente da entrada, que permitia aos pescadores a vinda às missas. Tão branca e com a sua torre tão alta, era vista de longa distância pelos pescadores, que à hora da “Ave-Maria”, ao recolherem os seus barcos, procuravam a igrejinha para nela dar graças ou para pedir a proteção divina.

Passou a ser matriz em 09 de agosto de, por decreto imperial, confirmado por outro, em 17 de dezembro do mesmo ano. Reconstruída e ampliada em 1865, localizada na chamada Praça Padre Sève atualmente, denominação que foi dada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, atendendo aos serviços prestados à paróquia pelo falecido Vigário.

Havia muita precariedade de acessos por via terrestre para o centro da cidade, e o caminho de São Cristóvão que passava logo atrás, aumentou a circulação na região pela multiplicação dos engenhos de açúcar. Por essa estrada logo começaram a passar os tropeiros e viajantes, aparecendo no seu entorno uma pequena povoação que passou a ser chamada de Campo de São Cristóvão. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, São Cristóvão foi loteado tornando-se um grande e nobre bairro, com a vinda da família Real. Ao longo dos anos foram feitos muitos aterros, para eliminar alagadiços e mangues, e para facilitar o crescimento daquela região.

É certo que a igreja foi sempre muito procurada pelos incontáveis devotos de São Cristóvão, inclusive pela Marquesa de Santos, residente à entrada da Quinta da Boa Vista, que a preferia por ser retirada do bulício da cidade, evitando, dessa forma, os olhares maliciosos do povo. Também, D. Pedro I, e mais tarde D. Pedro II e toda a família imperial, assim como muitos nobres, várias vezes foram vistos no templo da praia. Somente no fim do século XIX é que a igreja tomou a feição que ora apresenta; isso aconteceu quando ali esteve o Cônego Luiz Antônio Escobar de Araújo que, tendo sido nomeado Vigário, realizou obras de grande monta, dando-lhe o elegante estilo gótico-romano que tanto a distingue dos demais templos religiosos.


OS ATERROS DA ZONA NORTE








sábado, 6 de abril de 2013

RECICLAGEM


Dezembro/2012
Novidades na decoração de Natal, na minha sala??? Sim, sim. E o melhor, podendo continuar utilizando tudo após as festas, só retirando os enfeites natalinos. Amei!!!!

Por onde sempre começamos, na hora da decoração natalina??? A árvore. Bem, minha querida e amada árvore, completou em 2012, vinte aninhos de existência. Comprei em uma época que ainda não tinha nem sala, mas queria colocar uma árvore no meu quarto. Então, não poderia ser uma coisa muito grande. A saudosa loja de departamentos Mesbla, realmente tinha os enfeites mais bonitos de Natal. Achei essa pequena árvore de 60cm, já com os enfeites colados. amei e comprei na hora. Mas a paixão por ela é tão grande, que mesmo quando me casei e a sala passou a ser bem espaçosa, ela continuou me presenteando com sua presença. Cada ano com novos enfeites e novo local de exposição. Ano passado, pegando uma ideia na internet resolvi fazer com livros, um pé de mesa, unindo um dos meus maiores interesses às festividades de final de ano. Foi só colocar um tampo de vidro, fora de uso, alguns pisca-piscas e lá estava minha árvore reinando novamente.

Também na internet, havia visto uma mesa, feitas de troncos para lareira. Cismei em fazer uma. Pesquisei os preços dos troncos em Petrópolis, pois no Rio de Janeiro, nem pensar em encontrar esse material com preço acessível. Descobri que de qualquer forma teria que mandar para um marceneiro, para que os troncos fossem nivelados, podendo assim receber um tampo de vidro.Nada feito. Meu projeto é reciclar. E assim teria que comprar tudo e ainda pagar pelos serviços. Qual não foi minha surpresa, quando vi homens da prefeitura derrubando uma árvore na rua que moro???? Corri até eles e pedi se poderiam cortar uns pedaços, em tamanho irregular. Pedido feito e aceito, trouxe para casa, deixei secar por um bom período e depois retirei a casca e dei uma boa lixada. Uni os troncos com fitilhos e depois de cobrir com juta, foi só acrescentar o pisca-pisca, enfeites e uma linda flor. Mais um cantinho enfeitado e sem gastar muito.

Em meados de 2012, fiz uma visita à primas que residem em Brasília e fiz a loucura de comprar as tão maravilhosas flores do cerrado. Loucura??? Sim; pois imagine vir com uma penca delas, no avião! Desde então estava tentando colocá-las em algum vaso, mas ainda não tinha ideia definida. Em dezembro, após ficar "mendingando", junto a família por garrafas de vinho (não bebo) de vários tamanhos, saiu o novo arranjo natalino. Uni as garrafas com fita adesiva, fui colocando pisca-pisca dentro das garrafas,  e alinhei as flores, exatamente como as trouxera, sem cortar nenhum pedacinho. Finalizando com uma fita e raminhos das flores do cerrado, ficou muito lindo!!



HISTÓRIAS DO RIO DE JANEIRO DE ANTIGAMENTE

                           Início do século XX    Final do século XX    Início do século XXI

Jardim Suspenso do Valongo, esse é o nome dado à um pedacinho da cidade do Rio de Janeiro, localizado na rua Camerino, 5, bairro da Saúde. Um pedaço de nossa história, por anos abandonado e agora restaurado e em plena atividade.

"A antiga Rua do Valongo que ligava o Cais do Valongo ao Largo do Depósito abrigava uma área residencial. Nesse mesmo eixo, apontam registros históricos, escravos recém-chegados da África eram acomodados em barracões conhecidos como “casas de engorda” para, literalmente, ganhar peso e valor de mercado. Naquela área, africanos escravizados eram expostos aos potenciais compradores como peças. Ao redor, um pujante negócio se alimentava da escravidão, com a fabricação e comércio de produtos como correntes e açoites. Por essa razão, o Jardim Suspenso do Valongo integra o Circuito Histórico da Celebração da Herança Africana, criado pela Prefeitura do Rio para reverenciar a cultura afro-brasileira e manter viva a memória da escravidão. Um dos marcos do plano urbanístico de Pereira Passos para modernizar a Região Portuária no início do século passado, foi inaugurado em 1906 nos moldes dos jardins românticos ingleses. No dia 1º de julho de 2012, o jardim reabriu os portões à visitação pública.

Qual é a história do Jardim Suspenso do Valongo?

Quando Pereira Passos projeta um novo porto no início do século, ele também prevê a melhoria no acesso à área. Para isso, precisa alargar a antiga Rua do Valongo, atual Camerino. Como em determinada altura havia o Morro da Conceição, foi preciso fazer um corte na rocha para que a rua fosse alargada. Era comum, à época, as obras de infraestrutura também se preocuparem com o embelezamento da cidade. Assim, o plano deu origem à construção do Jardim Suspenso do Valongo. Ele segue o modelo de “jardim romântico inglês tardio”, moda no Brasil desde 1860. Com a decadência da Região Portuária e o declínio da economia do Rio de Janeiro, essa área fica abandonada e para de receber os cuidados necessários. O primeiro trabalho de resgate dessa memória data de 2000, com a elaboração de estudos e pesquisas no intuito de recuperar a feição original." http://blogportomaravilha.com/2012/07/12/de-volta-ao-jardim-suspenso-do-valongo/


sexta-feira, 5 de abril de 2013

FAMÍLIA


Foto de 9/Outubro/2005
No final da tarde, senti uma angústia tão grande, sem saber porque. Deitei, e veio logo a imagem do meu pai no hospital, em seus últimos dias. Parecia um filme, em que eu estava ao seu lado e contando para a médica que ele não foi um pai perfeito, por não ter aprendido a demonstrar carinho, aos filhos (mas aos netos..., kkkkkkkkk). Mas dizia à ela como ele e minha mãe, também doente, eram amados por todas as pessoas que os conheciam. E como haviam criado os cinco filhos tão bem, dando amor, sempre se preocupando e cuidando de cada um. Fomos e somos uma família feliz, graças à eles dois.

HISTÓRIAS DO RIO DE JANEIRO DE ANTIGAMENTE



Agora um pouco de história do Rio de Janeiro. Essa montagem, fiz para mostrar as diferenças em um pequeno paraíso, no bairro de São Cristóvão. Residência oficial da monarquia brasileira após 1822, o bairro e as redondezas, sofreram grandes mudanças com o passar das décadas. Esse é o antigo Paço da Quinta da Boa Vista, hoje Museu Nacional, que infelizmente apesar de em pleno funcionamento, não expõe nada sobre a história de seus ilustres moradores. Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. Dada a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da família real em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-regente D. João Maria de Bragança, mais conhecido no Brasil como Dom João, que decidiu transformá-la na residência real. Para acomodar a família real, o casarão da Quinta, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria (1816), estendendo-se até 1821. Na Quinta cresceu, foi educado e viveu D. Pedro II. Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque, abrigando o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e, no antigo paço (o casarão), o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela UFRJ. O prédio do palácio, em péssimo estado de conservação durante décadas, está sendo restaurado e já recuperou as cores e ornamentos originais da grande fachada. Vale uma visita!!!!!

COR NA CASA

Maio/2012
As fotos não estão muito boas, mas dá para ver a mudança no visual da sala. Mais cores, menos móveis e mais alegria no ambiente...

COR NA CASA

Abril/2012
Gente esse site da Suvinil, é ótimo para escolher as cores das paredes de casa. Já tinha uma ideia do que queria, mas depois de várias tentativas, escolhi essa: cenoura com amarelo clarinho.