Agora um pouco de história do Rio de Janeiro. Essa montagem, fiz
para mostrar as diferenças em um pequeno paraíso, no bairro de São Cristóvão.
Residência oficial da monarquia brasileira após 1822, o bairro e as redondezas,
sofreram grandes mudanças com o passar das décadas. Esse é o antigo Paço da
Quinta da Boa Vista, hoje Museu Nacional, que infelizmente apesar de em pleno
funcionamento, não expõe nada sobre a história de seus ilustres moradores.
Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a quinta pertencia ao
comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de
1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de
Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. Dada a carência de
espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da família real em
1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-regente D. João Maria de
Bragança, mais conhecido no Brasil como Dom João, que decidiu transformá-la na
residência real. Para acomodar a família real, o casarão da Quinta, mesmo sendo
vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante
iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de
Áustria (1816), estendendo-se até 1821. Na Quinta cresceu, foi educado e viveu
D. Pedro II. Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque,
abrigando o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e, no antigo paço (o casarão), o
Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela UFRJ. O prédio do
palácio, em péssimo estado de conservação durante décadas, está sendo
restaurado e já recuperou as cores e ornamentos originais da grande fachada.
Vale uma visita!!!!!

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